10 de dez de 2010

Seja o Cisne




(Roberto Shinyashiki)

Talvez o maior desafio da vida moderna  seja sermos
nós mesmos em um mundo que insiste
em modelar nosso jeito de ser.
Querem que deixemos de ser como somos e
passemos a ser o que os outros esperam que sejamos.
Aliás, a própria palavra "pessoa" já é um
convite para que você deixe de ser você.
"Pessoa" vem de "Persona", que significa "máscara".
É isso mesmo: Coloque a máscara e vá para o trabalho.
Ou vá para a vida com a sua máscara.
Talvez o sentido do elogio: "Fulano é uma boa pessoa",
signifique na verdade:
"Ele sabe usar muito bem a sua máscara social".
Mas qual o preço de ser bem adaptado?
O número de depressivos, alcoólatras e suicidas
aumenta assustadoramente.
Doenças de fundo psicológico como síndrome
do pânico e síndrome do lazer não param de surgir.
Dizer-se estressado virou lugar-comum nas
conversas entre amigos e familiares.
Esse é o preço.
Mas pior que isso é a terrível sensação de
inadequação que parece perseguir a maioria das pessoas.
Aquele sentimento cristalino de que não
estamos vivendo de acordo com a nossa vocação.
E qual o grande modelo da sociedade moderna?
Querer ser o que a maioria finge que é.
Querer viver fazendo o que a maioria faz.
É essa a cruel angústia do nosso tempo:
o medo de ser ultrapassado em uma corrida
que define quem é melhor, baseada em parâmetros que,
no final da pista, não levam as pessoas a serem felizes.
Quanta gente nós não conhecemos,
que vive correndo atrás de metas sem conseguir
olhar para dentro da sua alma e se perguntar
onde exatamente deseja chegar ao final da corrida?
Basta voltar os olhos para o passado para ver
as represálias sofridas por quem ousou sair dos trilhos,
e, mais que isso, despertou nas pessoas
o desejo de serem elas mesmas.
Veja o que aconteceu a John Lennon,
Abraham Lincoln, Martin Luther King, Isaac Rabin?
É muito perigoso não ser adaptado!
Essa mesma sociedade que nos engessa
com suas regras de conduta, luta intensamente
para fazer da educação um processo de produção em massa.
A maioria das nossas escolas trabalha para
formar estudantes capazes de passar no vestibular.
São poucos os educadores que se perguntam
se estão formando pessoas para assumirem a sua
vocação e a sua forma de ser.
Quantos casos de genialidade que foram excluídos
das escolas porque estavam além do que o sistema
de educação poderia suportar.
Conta-se que um professor de Albert Einstein
chamou seu pai para dizer que o filho
daria para nada, porque não conseguia se adaptar.
Os Beatles foram recusados pela gravadora Deca!
O livro "Fernão Capelo Gaivota" foi recusado por 13 editoras!
O projeto da Disney Word foi recusado por 67 bancos!
Os gerentes diziam que a idéia de cobrar um
único ingresso na entrada do parque não daria lucros.
A lista de pessoas que precisaram passar
por cima da rejeição porque não se adaptavam
ao esquema pré-existente é infinita.
A sociedade nos catequiza para que sejamos mais
uma peça na engrenagem e quem não se
moldar para ocupar o espaço que lhe cabe
será impiedosamente criticado.
Os próprios departamentos de treinamento da
maioria das empresas fazem isso.
Não percebem que treinamento é coisa para cachorros,
macacos, elefantes.
Seres humanos não deveriam ser treinados,
e sim estimulados a dar o melhor de si em tudo o que fazem.
Resultado:a maioria das pessoas se sente o patinho feio e
imagina que todo o mundo se sente o cisne.
Triste ilusão: quase todo mundo se sente um patinho feio também.
Ainda há tempo!
Nunca é tarde para se descobrir único.
Nunca é tarde para descobrir que não existe nem
nunca existirá ninguém igual a você.
E ao invés de se tornar mais um patinho,
escolha assumir sua condição inalienável de cisne!

Pense nisso!!!  e tenha  uma maravilhosa semana  !!

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