17 de mai de 2011

Definição de Saudade

Este texto é antigo, mas como estamos num 
momento público, não custa nada Re-publicar...e refletir


Definição de saudade por um médico

DEFINIÇÃO DE SAUDADE
artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista

Como  médico  cancerologista,  já  calejado  com  longos 29 anos
de  atuação profissional (...) posso afirmar
que cresci e modifiquei-me com
os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Não conhecemos nossa verdadeira
dimensão até que, pegos pela adversidade,
descobrimos que somos capazes de  ir muito mais além.

Recordo-me  com  emoção  do 
Hospital  do  Câncer  de  Pernambuco, 
onde  dei  meus primeiros passos como profissional...
Comecei a freqüentar a  enfermaria infantil e
apaixonei-me pela oncopediatria.
Vivenciei os dramas dos meus pacientes,
crianças vítimas inocentes do câncer.
Com  o  nascimento da minha primeira filha,
comecei a me acovardar ao ver o 
sofrimento das crianças.

Até o dia  em  que  um  anjo passou por mim!
Meu anjo veio na forma de uma  criança já com 11 anos,
calejada por dois  longos  anos de tratamentos  diversos,
manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos
programas  de  químicos e radioterapias.
Mas nunca vi o pequeno anjo  fraquejar.
Vi-a chorar muitas vezes;   
também vi medo em seus olhinhos;  porém, isso é humano!

Um  dia,  cheguei  ao  hospital  cedinho  e 
encontrei meu anjo sozinho no  quarto.
Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje,
não consigo  contar sem vivenciar profunda emoção.

 — Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto
para chorar  escondido nos corredores....
Quando eu morrer,  acho  que  ela  vai
ficar  com muita saudade.
Mas, eu não tenho medo de morrer, tio.
Eu não nasci  para esta vida!

Indaguei:

 — E o que morte representa para você, minha querida?
 — Olha  tio,  quando  a gente é pequena, às vezes,
vamos dormir na cama do  nosso pai e, no outro dia,
acordamos em nossa própria cama, não é?
(Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos,
com elas, eu  procedia exatamente assim).

 — É isso mesmo.
 — Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.
Vou acordar na casa  Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei  "entupigaitado", não sabia o que dizer.
Chocado com a maturidade  com que o
sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade
daquela  criança.

 — E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela.

 Emocionado,  contendo  uma  lágrima 
e um soluço, perguntei:

 —  E o que saudade significa para você, minha querida?
 — Saudade é o amor que fica!

 Hoje,  aos 53 anos de idade, desafio qualquer um
a dar uma definição  melhor, mais direta e simples para a palavra saudade:
é o amor que fica!

Meu  anjinho  já  se  foi,  há longos anos.
Mas, deixou-me uma grande  lição que ajudou
a melhorar a minha vida,  a  tentar 
ser  mais  humano e carinhoso com meus doentes,
a repensar meus valores.
Quando a noite chega,  se  o  céu está limpo e
vejo um a estrela, chamo pelo "meu anjo",
que  brilha e resplandece no céu.
Imagino  ser ela uma fulgurante estrela
em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, 
pelas  lições  que  me ensinaste, pela ajuda que me deste.
Que bom que existe saudade!
O amor que ficou é eterno.

Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você
convive está travando algum tipo de batalha .

- Viva com simplicidade.
- Ame generosamente.
- Cuide-se intensamente.
- E, principalmente, NÃO RECLAME!



15 de mar de 2011

Respeito - Passe Adiante



TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, 
CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por  1 mês e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço.

Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.

Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
 E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.

Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. 
Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. 
Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Respeito: passe adiante !

P.S: Todos os dias, ao sair para trabalhar, 

cumprimento com um "bom dia", 
o Guilherme, que é o gari responsável pela minha rua. 
Em troca, recebo um belo sorriso e um agradecimento oculto. 
Um simples gesto tira esta sensação de invisibilidade de que fala o texto...

Maria Lucia

25 de fev de 2011

Que Pais é este?





Quando eu vivia no Estado do Rio de Janeiro,
eu experimentei todo tipo de energia de alegria e
manifestações de unicidade!

Hoje, longe de lá há dois anos, eu me indago:
Por que demorei tanto a ver diferenças?
ou
Por que vejo tantas diferenças?

Vivi 51 anos no RJ, e lá - costumo dizer - ficamos amigos
dos amigos, como se fosse desde a infancia!

Onde vivo hoje, morro de dificuldades pq sofro de solidão crônica!

Não que não tenham pessoas maravilhosas por aqui,
mas me pergunto pq são tão frios, distantes e individualistas??

Sou tratada como um ser absolutamente estranho e
não consigo um centimetro que seja de aproximação.

Não existe cumplicidade.
Não existe companheirismo.

Aqui tudo é exatamente CADA QUAL EM SEU QUADRADO!

Pensei que fosse a cidade, mas tenho conhecido outros
nativos do estado, e vejo que são todos iguais...uns mais afáveis
que os outros, mas...no fundo, uma unica essência.

Me pergunto...por que num único país, existem tantas
diferenças, tantas rixas, tantas querelas entre aqueles que
deveria se portar como irmão de uma única pátria mãe??

Falamos idiomas diferentes dentro do mesmo espaço físico,
mas o que mais me dói é a forma como tratam os "estrangeiros"
vindos de outros estados: como se tivessem uma doença contagiosa!

E nós, "cariocas" temos sim uma doença contagiosa:
amamos todas as pessoas de forma igual, rimos e celebramos
com todos e nos alegramos quando conhecemos "irmãos" 
de outros estados...

é um caso a pensar...reavaliemos nossa conduta dentro
de nossa própria "casa" e façamos valer realmente
a Paz que alardeamos boca afora...

tenham todos uma excelente sexta feira!





24 de fev de 2011

Lya Luft


Mês passado participei de um evento sobre
as mulheres no mundo contemporâneo .

Era um bate-papo com uma platéia composta
de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada
sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório
há quase uma hora exibindo minha inteligência,
e a única coisa que provocou uma reação calorosa
da mulherada foi o fato de eu não
aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de
algo caquético chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também
não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas
não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos
a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está
condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é
não se opor a novos comportamentos,
é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento
enorme em que morou a vida toda para
um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade
dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e,
mesmo tendo feito isso com certa dor,
ao conquistar uma vida mais compacta
e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das
galinhagens do marido e o mandou passear,
sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana
e trocou um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis, onde ela
vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil,
e durante a tomada, chora-se muito,
os questionamentos são inúmeros,
a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita,
e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos,
e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por
um cirurgião a ponto de as rugas sumirem,
só que continuará opaco porque
não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar
é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...



15 de jan de 2011

Quem é o Palhaço?


Comecemos o ano decididos a mudar,  a mudar tudo
aquilo que não condiz aos teus principios, aos teus desejos,
a tua forma de viver a tua vida!

Afinal, não estamos aqui passando tempo,
ou tirando ferias apenas...a evolução é importante.

Leia o texto abaixo e raciocine comigo


Acabo de receber este texto de uma amiga:

O grande parlamentar brasileiro TIRIRICA 
foi diplomado em 17.12.2010..

Salário: R$ 26.700,00

Ajuda Custo: R$ 35.053,00

Auxilio Moradia: R$ 3.000,00

Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00

Despesa Médica pessoal e familiar: 
ILIMITADA E INTERNACIONAL 
(livre escolha de medicos e clínicas).

Telefone Celular: R$ ILIMITADO.

Ainda como bônus anual:
R$ (+ 2 salários) 53.400,00

Passagens e estadia: 
primeira classe ou executiva sempre
Reuniões no exterior: 
dois congressos ou equivalente todo ano.

Mensalão: A COMBINAR!!!

Custo medio mensal: R$ 250.000,00

Aposentadoria: 
total depois de oito anos e com pagamento integral.

Fonte de custeio: SEU BOLSO!!!!!!

Dá para chamá-lo de palhaço?

Pense em quem é o palhaço!!!

 .....

Aí vejo pessoas em todas as redes sociais, solidarias aos
desesperos vividos nas tragédias deste inicio de ano, que
devastam a região serrana do Rio de Janeiro e me pergunto?

Para que diabos serve a P... do nosso governo?
Uma coisa é certa: todas as taxas, impostos e roubos
praticados por eles aos nossos bolsos, viram beneficios
próprios, enquanto seus compatriotas ficam a deriva,
sem um tostão furado no bolso, pois ja deixou tudo
o que tinha e agora a dignidade!!

Tomemos vergonha na cara e pensemos milhões de
vezes antes de colocar mais filhos da puta no governo
da tua propria casa!

Comece a arrumar tua casa interna, para aprender 
a arrumar a externa!!

CHEGA DE BANDALHEIRA!



31 de dez de 2010

E o ano acabou!!!...



"...Já estamos no último dia do ano de 2010...e
depois da meia-noite, virá o Ano Novo...
O engraçado é que, teoricamente, continua tudo igual...
Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro(a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras) .
Ainda seremos fruto das escolhas
que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas
pessoas que fomos este ano...

A diferença, a sutil diferença, é que
quando o relógio nos avisar que
é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2010,
teremos um ano IN-TEI-RI-NHO pela frente!

Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em
esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda
não tivemos força de vontade,
coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro,
um ano para sermos perdoados dos nossos...
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha...
E, exatamente por isso,eu desejo que voce faça
as melhores escolhas que puder.
Desejo que sorria o máximo que puder.
Cante a música que quiser.
Beije muito! Ame mais!
Abrace bem apertado!
Durma com os anjos.
Seja protegido por eles.
Agradeça por estar vivo  e ter sempre
mais uma chance para recomeçar.
Agradeça as suas escolhas,
pois certas ou não, elas são suas.
E ninguém pode ou deve questioná-las.

Quero agradecer aos amigos que eu tenho.
Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e
não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.
Aos que me 'seguram',
quando penso que vou cair.
Aos que eu dou a mão, quando me pedem
ou quando me parecem um pouco perdidos.
 Aos que ganham e perdem.
 Aos que me parecem fortes e
aos que realmente são.
 Aos que me parecem anjos,
mas estão aqui e me dão a
certeza de que este mundo é mesmo divino.

Muito obrigado por fazerem parte da minha história!!!
Espero que 2011 seja um ano bem mais feliz,
amoroso e próspero para todos vocês!

Desejo o necessário e fundamental
para que vocês sejam MUITO FELIZES!!! "

24 de dez de 2010



A todos que têm estado comigo
de um jeito ou de outro, meus votos...



Paz
União
Alegrias
Esperanças
Amor * Sucesso
Realizações * Luz
Respeito * Harmonia
Saúde * Solidariedade
Felicidade * Humildade
Confraternização * Pureza
Amizade * Sabedoria * Perdão
Igualdade * Liberdade * Boa Sorte
Sinceridade * Estima * Fraternidade
Equilíbrio * Dignidade * Benevolência
Fé  *  Bondade   *   Paciência  *  Gratidão


Força
Tenacidade 
Prosperidade
Reconhecimento

 
 
 
 
Um Feliz Natal a Todos!



22 de dez de 2010

Amigos


Um Dia Alguém Escreveu!

Se tivesse um milhão de amigos
e pedisse a cada um uma
moeda, poderia ser milinonario.
Se tivesse 500 mil amigos,
pediria para darmos as mãos e unirmos o país.
Se tivesse 200 mil amigos, fundaria uma cidade
onde todos se saudassem com um sorriso.
Se tivesse 25 mil amigos, a empresa de telefone cortaria
minha linha de vez, cada vez que fizesse anos.
Se tivesse 6 mil amigos, gostaria
de ter 6 mil afilhados.
Se tivesse mil amigos, teria duas mil mãos só para mim!
Se tivesse 365 amigos, passaria cada dia do ano com um deles
Se tivesse 100 amigos, teria 100 conselhos.
Se tivesse 4 amigos, teria asseguradas as 4 pessoas
que carregariam o meu caixão
Se tivesse 2 amigos, seria 2 vezes mais feliz.
Mas se tivesse só um amigo, e tenho, não precisaria ter mais!

Há quem queira ter um milhão de amigos,
quando só você vale por milhões
Por isto, gosto e preocupo-me contigo

Amigos são aqueles que aparecem nos momentos bons...
E nos maus...simplesmente aparecem!

Pensemos nisto!


* * *

Desconheço autoria

21 de dez de 2010

A Idade e A Mudança


 da maravilhosa Lya Luft





Mês passado participei de um evento sobre
as mulheres no mundo contemporâneo .

Era um bate-papo com uma platéia composta
de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada
sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório
há quase uma hora exibindo minha inteligência,
e a única coisa que provocou uma reação calorosa
da mulherada foi o fato de eu não
aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de
algo caquético chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também
não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas
não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos
a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está
condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é
não se opor a novos comportamentos,
é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento
enorme em que morou a vida toda para
um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade
dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e,
mesmo tendo feito isso com certa dor,
ao conquistar uma vida mais compacta
e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das
galinhagens do marido e o mandou passear,
sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana
e trocou um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis, onde ela
vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil,
e durante a tomada, chora-se muito,
os questionamentos são inúmeros,
a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita,
e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos,
e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por
um cirurgião a ponto de as rugas sumirem,
só que continuará opaco porque
não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar
é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...